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Simulador do TPN é notícia mais uma vez

Jornal O POVO  | Publicado em 21/04/2012

Tormentas virtuais ao alcance do joystick

Navegador virtual desenvolvido pela Universidade de São Paulo reproduz as dificuldades enfrentadas por uma embarcação petroleira em alto mar e é usado em treinamento de operadores de navios

Utilizando-se de tecnologia 100% nacional, engenheiros do Tanque de Provas Numérico (TPN) da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveram um simulador virtual offshore para treinamento de operadores de navios que atuam em operações de alívio de petróleo — transferência de óleo da plataforma para o navio petroleiro.

O sistema reproduz, virtualmente e com exatidão, as dificuldades de uma embarcação petroleira em alto mar, como condições de tempo, ondas, ventos e correntes marítimas.

Segundo o professor Eduardo Aoun Tannuri, docente do Departamento de Engenharia Mecatrônica e um dos coordenadores do TPN, o projeto resulta de uma parceria da USP com a Petrobras Transportes S.A. (Transpetro). “O simulador foi desenvolvido para atender as necessidades da empresa, que já possui em sua sede, no Rio de Janeiro, três outros equipamentos semelhantes a este, também desenvolvidos e construídos em nossos laboratórios”, lembra Tannuri.

O professor conta que operações de alívio exigem precisão e devem ser extremamente seguras. O simulador deverá atender a demanda da empresa, que vem expandindo seus serviços e, para isso, irá necessitar de mais operadores especializados e devidamente treinados.

O simulador offshore traz consigo toda a tecnologia desenvolvida em outro produto especialmente projetado para a Transpetro, que é o Simulador de Navegação de Comboios Fluviais concebido para treinar operadores de embarcações de transporte de combustíveis na hidrovia Tietê-Paraná. Ambos utilizam modelos matemáticos que são resultado de estudos de mais de 20 anos.

“Uma das principais evoluções deste novo simulador é em relação ao grau de qualidade gráfica”, antecipa o professor. Segundo ele, não se pode estimar custos num projeto como este, justamente porque toda a tecnologia vem sendo desenvolvida há tempos nos laboratórios do TPN.

“Todos os softwares foram concebidos aqui mesmo. Por isso, não temos como calcular os custos. O que sabemos é que sistemas semelhantes importados teriam um custo elevado”, assegura.

Por Antonio Carlos Quinto, da Agência USP  |  Para ler a notícia completa, clique aqui